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sábado, 9 de julho de 2011

Meds

A minha consciência ,
Tantos objetos pontiágudos ,
Sem uso ,
Sem pulso,
Ainda assim ,
Eu escrevo ,
Como se tudo dependesse só de mim.
Mas não depende.
Cacos de vidro ,
Afundando,
Enterrando.
Digitais,
Recortadas,
Apagadas ,
Traços,
Rastros,
Memórias ,
Que golpeiam ,
Que retratam a miséria da condição humana.
Egoísmo ,
Tanta tristeza,
Enraízada ,
Mal acabada.
Não há seiva ,
Folhas ,
Nem flores ,
Essas frustrações ,
São como uma praga ,
Que me corroem ,
Que me destroem o tempo todo!
Podado ,
Cortado ,
Chega à ser engraçado ,
Todos esse frutos ,
Todos esses putos ,
Se insinuando ,
Se vangloriando ,
Toda essa podridão ,
Junta ,
Muda ,
Suja ,
Vermes,
Que se julgam reis ,
Sem terem plantado,
Semeado ,
Uma única semente sequer!
Dentro da minha mente ,
Todas essas coisas se juntam ,
Se mudam ,
Sem fixar ,
Sem consertar.
Danos ,
Permanentes ,
Erros ,
Recorrentes.
Petrificado ,
Uma luz,
Lágrimas nos olhos ,
Óh Deus!
Eu preciso acabar com isso.

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