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quarta-feira, 27 de julho de 2011

Polaris

Uma única faísca.Uma supernova.Nossas almas fundidas,unidas,o renascimento , resultante da explosão de um milhão de estrelas . É claro, que tanto eu , quanto você , sabemos que não há nada de cíentifico , de misterioso nisso. Onde você começa ? Onde eu termino ? Essa composição , como acordes que se completam , como dissonâncias que se aparam,que se desmancham em questão de instantes.Tudo tão circustancial, momentâneo ,isso não nos traz consolo algum.Ou traz ? E se eu te dissesse.E se você me ouvisse.Depois de tantas tentativas , isso faria diferença ? Essa conformidade assertiva ,estabelecida atraves de cada palavra, natural, gestual, como se o teu corpo tocasse o meu , como se os meus lábios tocassem o seus, nos mesclamos ,transformamos, encontramos algum sentido , algum alívio ,  o merecimento , essa fraude que os deuses insistem em chamar de justiça . Mas o que merecemos ? Se é , que merecemos de fato.Tudo isso parece tão estranho e surreal , seria o fim do mundo ? Não do meu , ou do seu , mas o fim de todas as coisas que conhecemos, esses ensaios tão triviais , onde milhões de pessoas fingem ser aquilo , que no fim , não conseguem ser.Voltando aos tempos onde a mágica existia , quando cada velho truque ,(ainda que soubessemos o seu segredo), era único , genuíno , não somente pelo ato que o representava , que era gracioso e original , mas pelas premissas que deles advinham. Tais são os caminhos do mundo. Há tanto por vir .Tanto ainda por fazer. Nós dois explodimos. A aurora , louças brancas quebradas.Polaris.

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