Incendeia-me ,
Machuca-me ,
Vem ,
Cospe esse fogo ,
Essa fúria ,
Que constantemente ,
Te molesta ,
Te infligindo ,
O castigo ,
De se ver ,
Sem ser vista por ninguém.
De se ter ,
Sem ter sido de alguém.
Vem ,
Despedaça-me ,
Abrasa-me ,
Até que água nenhuma ,
Seja capaz de esfriar-me a pele.
Vem,
Sussurra-me ,
As tuas loucuras ,
Grita ,
Arranca-me a língua se preciso for.
Não silencie.
Dentro desse buraco.
Despida , penetrando.
Fudida , enterrando.
Eu sou o fim ,
Que te socorre ,
No limite do seu desespero.
Sim , eu sou .
Sempre serei !
Por isso ,
Acostume-se !

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